A gente vai ter uma casa. Ela é uma parte feita de madeira. Existem muitas árvores ao redor e uma piscina nos fundos. Varanda no nosso quarto. A gente vai ter uma padaria lá perto pra no fim do dia passar por lá e comprar pãozinho quente. Pizzas no Sábado à noite também serão bem-vindas e tratadas com amor. A gente vai ter um carro preto, lindo. A gente vai lavar o carro sempre que der. A gente vai ter um piano que ninguém nunca toca.
A gente vai ter um cachorro, ele é amarelado, Labrador bem bagunceiro. Não fica atrás das crias, 2 ou 3 brigando e brincando por aí. A gente vai ter uma cama grande pra caber as crias com os pés e os corações gelados com medo dos monstros na madrugada. A gente vai ter alvoroço se arrumando pra ir à Igreja Domingo de manhã e todo mundo se apertando no banco pra caber direitinho.
A gente vai ter um dia só pra nós dois, sair de mãos dadas no parque, no shopping, no cinema... A gente vai ter leitura das escrituras, orações, risadas, brincadeiras, aniversários comemorados com muito bolo. Visita de vovó e vovô.
A gente vai ter brigas, vontade de largar tudo e ir embora. A gente vai ter lágrimas, palavras ditas sem querer e mágoas. A gente vai ter tempo pra respirar, esfriar a cabeça, deixar a poeira abaixar. Momentos de "preciso dar uma volta". A gente vai ter conversa calma depois da tempestade e acerto de visão no fim do dia. Porque afinal, o lugar pra onde a gente olha é o mesmo. Mesmo sendo tão diferentes.
A gente vai ser grande, conquistadores de sonhos, celebradores de vitórias e consoladores um do outro nas derrotas. A gente vai querer explodir de felicidade e às vezes querer explodir um ao outro. A gente vai ser nada. A gente vai ser tudo. A gente vai ser mundo.
Love,
Luana.

