24 de Dezembro. 7:00 da manhã o alarme toca, mas a correria pela casa já é sentida com pézinhos pulando no corredor. Barulho na porta do quarto. "Amor, abre lá." A porta nem abriu direito e as crias já se jogaram na cama. Vira aquela bagunça e você me dá um beijo ao mesmo tempo em que faz cócegas no mais novo.
A gente toma café da manhã e divide as tarefas do dia. Porque claro, os anfitriões da ceia de natal desse ano esqueceram de ir ao mercado. Pelo menos os presentes estão embrulhados.
Você se oferece pra lavar a louça e eu me ofereço ao mesmo tempo porque nenhum de nós dois quer trocar aquela fralda fedorenta. Mas eu te livro dessa. E sempre digo que é a última vez que vou trocar contigo. E nunca é. Rsrs.
Eu limpo a casa por dentro e você por fora. Levi te ajuda com o jardim, a área da piscina, os carros, o lixo, bagunça do cachorro e os brinquedos dos pequenos. Isabela me ajuda com os sofás, os corredores, os quartos e banheiros.
Depois do almoço, eu saio com o Levi pra comprar as comidas. Volto estressada com as filas quilométricas e você já vem com o pequeno nos braços. Fralda suja de novo. "E eu não tinha dito que era a última vez?!". "Só mais essa amor, por favor!"
Começamos a cozinhar para o evento. Malabarismo entre prestar atenção na comida e nas crianças e nos projetos que temos que entregar até sexta-feira. Uma conversa sobre "essa empresa não tem folga não" termina com "pelo menos a gente tem projetos pra fazer".
Você arruma os meninos e eu arrumo a Isabela. Hoje ela pode usar maquiagem e fica super animada. Vovó e Vovô chegam com a sobremesa geladinha nas mãos. É aquela festa! Mesa posta. Guardanapos bem Natalinos. Tudo combinadinho. Tudo pronto.
Comemos e conversamos sobre os tios que estão viajando, as crianças que cresceram e as finanças que nem tanto, mas estamos bem. Troca de presentes. Muito chocolate e briquedos pras crias. Você reclama que eu tiro muita foto, mas não para de olhar pra mim com esse sorriso lindo. Largo. E eu lembro de como era o Natal sem você. De como eu sonhava em te encontrar. Lembro de mim escrevendo nas notas do celular enquanto meus alunos faziam prova. Sonhando com essa vida que hoje... agora... é tão minha. Tão nossa. E quem sabe, é por isso, que eu sempre sempre sempre vou te livrar das fraldas.
